CASO BECKER
... só falta a Clara Becker, além do já escrito, também ser bonita e simpática!
Gustavo Fattori , São Paulo (SP)
IDDD
É inusitado que em longuíssima matéria sobre a trajetória profissional e pessoal de Márcio Thomaz Bastos (Pão e Glória, Piauí nº 39 - Dezembro de 2009) tenha o jornalista deixado de mencionar a existência do IDDD - Instituto de Defesa do Direito de Defesa, organização não-governamental que, desde 2000, propugna a importância do direito de defesa na realização de Justiça e na implantação do Estado Democrático de Direito, além de atuar em favor de pessoas carentes. Márcio Thomaz Bastos foi o idealizador, fundador e primeiro Presidente dessa organização que hoje congrega número significativo de associados, em vários Estados, e é reconhecida pelos serviços que presta à Sociedade na defesa de seus ideais. Com exceção do período em que foi Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos sempre dedicou parcela de seu tempo ao IDDD, anteriormente como seu presidente, hoje como ativo integrante de seu Conselho, em doação volutária de seu valiosíssimo trabalho.
Flávia Rahal Bresser Pereira, presidente do IDDD, (SP)
MUROS IDEOLÓGICOS
Vinte anos se passaram, dando um fim a um dos maiores símbolos do totalitarismo insano: o Muro de Berlim, conseqüência direta da ilusão de que o socialismo pode ser imposto de cima para baixo, No entanto, estas mesmas cenas, nas quais a burocracia é usada como arma de domínio sobre todo um povo, onde direitos básicos - como o de ir e vir - se perdem no burburinho obtuso da intolerância, continuam ocorrendo neste momento diante dos nossos olhos, sem que tomemos uma atitude concreta para detê-las. Estas cenas acontecem agora mesmo nas fronteiras da Cisjordânia, onde um muro tão vergonhoso quanto o que dividiu Berlim por quase três décadas condena palestinos ao ostracismo e judeus ao isolamento moral. Continuam acontecendo na divisa entre os Estados Unidos e o México, onde um muro fronteiriço construído sob o argumento de impedir a entrada de imigrantes ilegais separa, na verdade, o primeiro e o terceiro mundos. Continuam acontecendo em Cuba, onde um muro natural formado pelo oceano isola milhões da realidade e os condena a insanidade de Fidel e Raul. São muros ideológicos, que obrigam todo um povo a viver sob sua leitura distorcida do socialismo e a uma grande controvérsia, construir uma sociedade igualitária em detrimento de todas as liberdades individuais.
Jadielson Alexandre da Silva, Arapiraca (AL)
A MELHOR
Conhecia esta importante revista já há algum tempo e, vez por outra, sigo lendo suas necessárias e condizentes com a verdade, reportagens e artigos de periodicidade mensais.
Pois bem, resolvi escrever para falar-lhes em especial, sobre duas reportagens que acabo de ler na edição de dezembro.
A primeira diz respeito ao caso Polanski, sem sombra de dúvida, a melhor e mais emocionante reportagem que li sobre a polêmica de sua prisão em razão do estupro cometido há 30 anos. Clara, objetiva e sem retoques.
A segunda, e em razão da minha profissão, sou advogado militante, foi a reportagem sobre o ex-ministro Dr. Márcio Thomaz Bastos.
Sinceramente, sem qualquer preciosismo, foi a melhor entrevista que já li sobre uma pessoa deste gabarito na minha vida! Imparcial, autêntica, onde não somente o entrevistado é ouvido uníssonamente, mas também sua família, (esposa, filha), colegas de profissão de hoje e de outrora, amigos famosos ou não, seja da sua época jovial ou atual e até de desafetos. Creiam, a entrevista Pão e Glória, sem querer rimar mas já o fazendo, entrou para a história!
Parabéns à Revista Piauí pelo tacada de mestre, congratulações que igualmente dividido com o repórter Luiz Maklouf Carvalho.
Marcelo Di Rezende Bernardes, Goiânia (GO)
ESTARRECIDO
Ainda estou estarrecido com a reportagem sobre o Governador do Estado de São Paulo. Parece que estão preparando o caminho para a canonização! Só na saúde são 15 anos sem aumento real de salários! E agora foi imposta uma lei para entregar os hospitais para as famosas "Organizações Sociais", claro que nem todas são tão "sociais" assim. Fora isso continuo feliz em ser assinante e desejo-lhes um feliz natal e um produtivo 2010!
Claudio Annunziato, São Paulo (SP)
SEM ENTENDER NADA
Chutar cachorro morto é covardia. Negro, o Pita nunca foi da turma, mero laranja de bandidos conhecidos e superficialmente citados na matéria. Não tinha o refinamento modesto dos ricos da nova era e foi para a cadeia de pijama mesmo, como no tempo da escravidão.
O tal diário do Cardoso, de ego tão grande que não deve caber no pala, é chatíssimo. Acho que deve ser adepto do jornalismo gonzo gaudério e tomar muito chimarrão para expandir a consciência. Citou o Fischer e o Coimbra, então está com a vida arranjada para os próximos dez anos na Província do Boi.
A respeito do Barretão, porque não "mafioso" ao invés de Al Capone? O jovem K. certamente achou mais elegante citar o herói de Raul Seixas, aparando arestas e mostrando o lado humano, demasiadamente humano do entrevistado. Jesus Cristo, só se for na versão do Bispo Macedo.
Leio a Piauí deste o primeiro número, mas está ficando difícil.
Ressalva feita à gringa que escreveu sobre o grande cineasta estrupador-estrupador, o que sobra? Páginas e mais páginas de photoshop mal feito cobrindo o Sena? Outras tantas com quadrinhos, totalmente dispensáveis diante das intervenções de Miguel Brieva.
Vocês se divertem fazendo a Piauí? Lendo não dá para achar graça nem levar a sério, ou então eu não estou entendo nada.
Giba Rocha, (RS)
NEVER MORE
Comprei a minha primeira Piauí, edição 39, para ver se a revista é mesmo, como diz a propaganda no cinema, mais inteligente que as demais. Além de não ter achado graça na maioria dos assuntos, considero as matérias extensas demais. Quem tem tempo para ler essas coisas vazias de sentido? Em que país vocês estão vivendo? Que desperdício de tempo e papel, principalmente nas matérias "Pasfundo Calipígia" e "Pão e glória", esta com o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, que não deixou nenhuma saudade como ministro da Justiça (sic). A matéria "O progresso avança pelo asfalto" defende a pavimentação sobre os rios? Que horror. O lead desta matéria é de uma insensatez absurda. Favelas, lambanças, tiroteios e turismo sexual continuam comendo solto no Brasil. A revista está cheirando Lulapetismo. Piauí, never more.
Jaime Pereira da Silva, São Paulo (SP)
ANTES DE COPULAR, ORAI
A posição de Bento xvi (Chegada, piauí_39, dezembro 2009) em relação ao divórcio nada tem a ver com sua posição sobre o sexo no casamento. Para o papa, o sexo no casamento pode ser um dos "vértices da natureza humana", e que este "amor eros" é imprescindível para a preservação do casamento: o amor doação, que ele chama de "amor ágape", não sobrevive sem o amor eros, do mesmo modo que este também não consegue ir adiante sem o amor ágape. Diz mais: ninguém é capaz de dizer o quanto de um ou de outro é a medida ideal para cada casal, pois tudo depende dos momentos, das vontades, dos insights... Isto está bem claro em sua segunda encíclica "Deus é amor".
ROGÉRIO BRESSAN, SALINÓPOLIS (PA)
Sinto um certo corporativismo em defesa das ovelhas mais conservadoras do catolicismo, para as quais a eterna súplica do perdão é sempre bem-vinda. Não é preciso ser discípulo de Frances Kissling para entender que existe tratamento vip para uns e cadeira na geral do inferno para o rebanho menos dogmático.
JADIELSON ALEXANDRE DA SILVA, ARAPIRACA (AL)
BARRETÃO
A reportagem sobre Barretão ("O pai de O Filho do Brasil", piauí_39, dezembro 2009) está recheada de cascatas, nas quais o entrevistado é especialista. Há, também, uma informação que está um pouco longe da verdade: a de que ele é o "criador" da Lei do Audiovisual. A referida lei é apenas uma adaptação da Lei Rouanet, que, por sua vez, é uma adaptação da Lei Sarney. Na verdade, com a extinção da Embrafilme (autêntica "queima de arquivo" de créditos podres da empresa) o setor audiovisual ficou órfão de financiamentos. Em 1991, por solicitação do professor Rouanet, o Governo "restabeleceu os princípios da Lei 7505/86", a qual passou a beneficiar todas as áreas da cultura. Veio, depois, a do Audiovisual, que é específica, mas difere muito pouco da original.
FRANCIS VALE, FORTALEZA (CE)
TRISTEZA URBANA
Reflexões sobre uma grande cidade que, às vezes, se torna pequena.
No Diário da piauí_32, lê-se: "Sexta-feira, 13 de março - dia desses, atendi um cliente que não saía de casa fazia um ano. Mora na rua dos Pinheiros, próximo ao largo da Batata. Ele contou ter decidido não mais sair de casa: assinou uma tevê a cabo, uma internet banda larga e passa agora 24 horas por dia entre quatro paredes..."
Na Esquina da piauí_27: "'Não seja bem-vindo.' Estampada no capacho ao pé do apartamento 402 de um prédio na rua dos Pinheiros, em São Paulo. No início de 2006, duas decisões cruciais arremataram a criação do mundo ideal de Sebastião Godoy: a assinatura de uma banda larga e do pacote mais completo de tevê a cabo..."
FLÁVIO ELORZA, SÃO PAULO (SP)
QUESTÕES CINEMATOGRÁFICAS
Gostaria de entender a lógica que determina que o excelente Terra Sonâmbula (piauí_39, dezembro 2009) seja exibido em apenas um cinema (na Zona Sul) e por apenas três semanas. Lamentável. Indiquei o filme a várias pessoas e no final de semana seguinte já não estava em cartaz.
HELENA MARIA DE SOUZA, RIO DE JANEIRO (RJ)
CELSO PITTA
Quando secretário das Finanças de Paulo Maluf ("Um Judas da política", piauí_39, dezembro 2009), o escândalo foi ele ter levantado empréstimo para pagamento de precatórios, mas que a prefeitura acabou utilizando em obras que ajudaram São Paulo a elegê-lo. A mesma estratégia foi usada pelo governador de Pernambuco, Miguel Arraes, que não chegou nem a ser acusado, pelo governador do Paraná, que foi inocentado pela Assembleia Legislativa, e provavelmente por outros menos conhecidos. O único a ser preso foi Celso Pitta, o que acabou inviabilizando sua gestão. Gostaria de informar que, em 1999, vi Celso Pitta viajando de São Paulo para Paris na classe executiva. E, em 27 de novembro de 2009, vi a vice-prefeita, Alda Marco Antonio, viajando de Paris para São Paulo na primeira classe. Uns são perseguidos; outros, como o Quércia, por exemplo, são esquecidos ou perdoados.
RONALDO JOSÉ NEVES DE CARVALHO, SÃO PAULO (SP)
Seria muito mais interessante contar a história do Herbert Richers do que a de mais um medalhão da política pouco dotado de virtudes como Celso Pitta.
WAGNER NEDEL, PORTO ALEGRE (RS)
PIAUIENSES
Estava lendo os excelentes textos da Esquina na piauí de dezembro e fiquei tão interessada em saber quem escreveu! Acho que textos dessa qualidade merecem uma autoria, por que não?
JACQUELINE FARID, RIO DE JANEIRO (RJ)
nota do editor: justamente para não saciar a curiosidade do leitor. E reforçar a fruição da leitura pelo texto, e não pela assinatura.
Quando vocês vão regularizar o caso da excelente Clara Becker? O Movimento dos Sem Carteira Assinada promete que não vai ficar um pé de laranja no pomar da cobertura da sua nababesca redação.
PAULO A. COUTINHO, RIO DE JANEIRO (RJ)
nota do editor: A senhorita Becker, tão logo se aposse do canudo acadêmico, receberá uma carteira, assinada por todos os seus admiradores, na cobertura da redação, num open house à sombra das laranjeiras em flor. rsvp.
CORAÇÃO BURGUÊS
Primeiro um tedioso passeio pelo espírito estudantil gaúcho, depois um perfil sobre o ex-ministro do presidente, depois um perfil sobre o cineasta do presidente e depois a história das cartas do presidente - tudo isso recheado com propagandas das estatais do presidente. A edição de dezembro da Piauivosky foi demais para o meu pequeno coração burguês
TIAGO DIDIER, RECIFE (PE)
Na página Temas & Reflexões
(www.graphiaeditorial.wordpress.com), que debate o acordo ortográfico, está escrito: "Li na revista piauí 37, de outubro de 2009, a seguinte Nota da Redação:
'Exauridos pelo combate, cheios de cicatrizes e circunflexos de guerra, rendemo-nos às regras da nova ortografia a partir desta edição. Derrotados, ao menos nos poupamos de ter de explicar, a cada mês, por que consideramos a reforma uma cretinice colossal.'"
Diante de adesão tão cheia de estilo fiquei aqui matutando. Quem pedia explicações cansativas à revista - os leitores, os anunciantes, os gramáticos? Por que a mídia brasileira se mostrou tão obediente à reforma, se o prazo legal para acatar as novas regras é de mais três anos, a contar de janeiro de 2009? Alguém na imprensa brasileira ainda se dispõe a desobedecer (enquanto pode) ou, pelo menos, a dar explicações?"
LUCIANA VIÉGAS, RIO DE JANEIRO (RJ)
nota do editor: não bastasse o embaralhamento de ideias que nossos textos frequentemente provocam, decidimos não confundir os leitores ainda mais com nossas birras e implicâncias vernáculas. O povo exige, piauí obedece (às vezes).