ALLAN SIEBER
Nossa que grande idiotice esse historia em quadrinhos se referindo a igreja adventista do sétimo dia.Não sou adventista, mas me sinto no direito de escrever esse e-mail frente a grande falta de respeito.Vocês deveriam ser mais éticos e mais profissionais, não são obrigados a aceitar, mas não tem o direito de criticar de forma medíocre a crença dos outros. Amadureçam suas reportagens, tenham criatividade para o bem, e se portem como adultos, por que p/ mim isso é coisa de gente infantil.
Dyone Grayce
FIM DO DIPLOMA DE JORNALISMO
Chega a ser absurdo ver com tanto desdém a notícia do fim da exigência de diploma para jornalistas, principalmente ao abrir os jornais e perceber que nem mesmo os colegas de profissão estão interessados em divulgar, protestar ou sequer questionar essa medida que põe abaixo quatro anos de estudos.
Ao ler os jornais pela manhã, constatei o pior: a notícia da votação no STF (que decidiu pelo fim da obrigatoriedade do diploma para jornalista) estava, na maior parte dos jornais, como uma simples nota, esquecida num canto de página.
Nessas horas me pergunto: como vamos alcançar melhorias para a classe jornalística se não conseguimos nem utilizar a nossa profissão para reivindicar o registro tão necessário para que se formem profissionais críticos e qualificados? Como cobrar ética dos jornalistas que saem das universidades se não será preciso nem mais entrar em uma?
Ao ouvir no tribunal um ministro, juiz, advogado ou presidente da corte dizer que "Quem quiser se profissionalizar como jornalista é livre para fazê-lo, porém esses profissionais não exaurem a atividade jornalística. Ela se disponibiliza para os vocacionados, para os que têm intimidade com a palavra" somente respalda a afirmativa de que esses profissionais conhecem muito pouco ou desconhecem a nossa profissão. Vou além: é sinal de que estão mais interessados em ter amigos que escrevam a seu favor, do que profissionais realmente interessados em divulgar a realidade tão triste que vivemos a cada dia nesse país.
Daqui a pouco vai tudo acontecer assim: pedreiro pode ser engenheiro, quem decorar a constituição pode advogar, quem sabe dirigir não precisa de habilitação, enfermeiro pode ser médico, afinal, como disse o nosso querido Gilmar Mendes, tudo é questão de vocação e intimidade com a área.
Juliana Rocha, Nova Lima (MG)
DUBAI
Primeiro os magos da Wall Street fazendo manobras mirabolantes com o dinheiro dos outros e praticamente quebrando o mundo: até a pacata e bucólica Islândia sofrendo as consequências do outro lado do oceano.
Agora vemos ("o sertão vai virar mar...") o pretenso milagre de transformar o deserto num imenso oásis - um jardim do Éden para os milionários.
A loucura humana não tem limites...
Yola Oliveira Azevedo (Iolanda Gabriela de Oliveira Azevedo), São João da Boa Vista (SP)
RECEITA DE PIAUÍ
Receita de Piauí:
Reportagens com enfoques inusitados à moda de Dorrit Harazim e humor à moda de Paulo Arantes. É isso?
César Guimarães, São Paulo (SP)
ESQUINA DA VINCI
É imensurável a distância que medeia a palavra e o olhar, portanto corro um risco ao fazer este comentário. É possível que o resenhista, ao escrever o texto, não tenha conseguido definir graficamente o tom exato da nova cor criada por Lenhardt, mas aceitando que Piauí nos possibilitou apreciar a exata novidade, ouso lembrar-lhes que a "nova cor" foi demonstrada por Ziraldo há algumas décadas, e se chama "Flicts".
Paulo Vianna da Silva, Florianópolis (SC)
FAJARDO
Simplesmente patético o começo dessa reportagem !!! rsrsrs Gostei muito, mesmo !!! Continuem assim, com esse senso de humor !!! rsrsrs
Tico Carboni
PIAUÍ 33
A revista de junho tava tão boa quanto meu salário, li em três dias. Acabou mais rápido que o dinheiro do mês.
Gustavo Medeiros, Tubarão (SC)
O APRENDIZ
Dizem os espertos que não existe mulher ou homem sérios, e sim malcantados. Vamos ver até onde Sua Excelência, o deputado federal Elizeu Aguiar (piauí_32, maio 2009), vai aguentar as possíveis cantadas das Outras Exas. Por enquanto, o deputado Elizeu Aguiar está na praia. Será que entrará no mar?
FAUZI SARRAF, FRANCISCO BELTRÃO (PR)
MISTER M
Confesso que, depois de ler a coluna Despedida da piauí_31 (abril 2009), fiquei com a pulga atrás da orelha (ou com uma moeda atrás da orelha, por se tratar de um truque mágico) a respeito do tal Mister M. Adorei saber onde anda o Tio Tony - sou de Porto Alegre e lembro de ver o mágico quando eu ainda era criança. Mas não estaria o Tio Tony perdendo seus preciosos tempo e dinheiro processando a Globo? Outra coisa que não entendi foi como ele não encontrou ninguém que conhecia o Mister M nos Estados Unidos, tendo em vista que o programa era transmitido pelo canal de tevê Fox, um dos maiores do país. Se você colocar The Masked Magician no YouTube, chovem vídeos dele. Ele tem até site oficial: www.themaskedmagician.com.
Sem mais, desapareço.
FRANCESCO SETTINERI, PORTO ALEGRE (RS)
PIAUÍ HERALD
Sempre quis crer que a piauí não tinha muito rabo preso com a linha editorial da Abril, mas isso tem se esvaído. Na edição 32 (maio 2009) as piadas escarnecem somente de políticos ligados ao governo ou à esquerda. Os trocadalhos do carilho são ótimos (destaque para o cd Recomeçou Mamare - Novos Alagoanos), mas não vi nenhuma chacota com a oposição, como o Castelo de Grayskull de Edmar He-Man Moreira (dem), ou os Porquinhos Espirrantes de José Lobo Mau Serra (psdb), ou as gordas doações da associação sem associados (Secovi) à campanha de Gordinho Kassab para a Prefeitura de São Paulo.
LEONARDO OLIVEIRA, SÃO PAULO (SP)
nota do editor: Estamos sintonizados com os tempos que correm: temos rabo preso com todo mundo, contanto que paguem em dólar de Cingapura, ao câmbio de antes da crise. Exemplo: Edmar Moreira não depositou a tempo e fomos obrigados a fazer uma resenha - de resto, positiva - do livro que seu colega Agaciel Maia escreveu sobre o belo Castelo. O mesmo se deu com Heloísa Helena, que, segundo as notícias mais recentes, integrava as hostes da oposição. Só não falamos mal do dem - quer dizer, falamos sim, mas no passado remoto, na edição natalícia do
piauí Herald de 2007. Depois disso Cesar Maia e Wellington Salgado depositaram na conta e tudo se acertou. Resumo dialético: tal e qual José Sarney, não somos contra ninguém que seja a favor da gente.
WILLIAM SHATNER, EDITOR EM CHEFE DE PIAUÍ HERALD_NAVE ENTERPRISE
PS: como brinde, receba uma recomendação de última hora (podemos transformá-lo no Ciro Gomes, mediante acerto):
Nosferramu, o filme de Aécio Rousseff.
AVENUE MONTAIGNE
Meu sonho, só perdendo para uma cobertura na avenue Montaigne, é ver The piauí Herald nas bancas ao lado de piauí e outras publicações.
PAULO S. DE AZEREDO COUTINHO, RIO DE JANEIRO (RJ)
O SUBMERGENTE
A Zona Norte de Sampa não tem subúrbio (piauí_32, maio 2009). Ela acaba na Serra da Cantareira, recheada de verde, bugios, porcos-espinhos, jacutingas e condomínios de luxo. O Mandaqui fica alguns quilômetros antes desse paraíso, colado a Santana e Santa Terezinha. São bairros onde um apartamento de três quartos custa mais caro que um do mesmo padrão no faveloso Morumbi. Não é subúrbio. É uma espécie de Tijuca, sem os morros, favelas, balas perdidas, flamenguistas e vascaínos. Lá fica também o Bar do Luiz, o melhor bolinho de bacalhau do país.
JULIO BARROS (FLUMINENSE DE NASCIMENTO, PAULISTANO POR NECESSIDADE, MEU!) , SÃO PAULO (SP)
BOLO DE ROLO
Fiquei pensando se Marcantonio Vilaça estivesse vivo o que ele acharia dos desmandos e escândalos da Fundação Bienal.
MIGUEL ARCANJO PRADO, SÃO PAULO (SP)
DILMA
Depois da emocionante apresentação da vida romântica da ministra (piauí_31, abril 2009), que tal, agora, nos brindar com a VERDADEIRA história?
LEO TRISCIUZZI, ANGRA DOS REIS (RJ)
ALLAN SIEBER
Estou rindo até agora dos quadrinhos sobre o Eduardo adventista [piauí_30, março 2009]. E não é de sacanagem não, é de alegria mesmo. Alegria de saber que eu não estou sozinho nesse mundo. Dos 7 aos 14 anos, frequentei uma congregação no interior de São Paulo, com meus dois irmãos e minha mãe. Eu não quis matar meu pai para salvá-lo, como o Eduardo, mas acabei vendo Satanás na cozinha da minha casa aos 13 anos de idade. Quase me borrei, lembro visceralmente até hoje da sensação de estar na frente do Inimigo. O que ele viera fazer na minha casa? Que importância eu tinha para receber tal ilustre visita? E eu sem câmera fotográfica nem gravador para uma eventual entrevista. Controlei a tremedeira, barriga para dentro, disse "Eu não tenho medo de você" e voltei para a cama, rosto travado, controlando a respiração para reduzir o batimento cardíaco que devia estar lá na casa dos 200 batimentos por minuto. Deitei, acho que desmaiei, e acordei só quando o sol raiou.
No dia seguinte, voltei à cozinha, cabreiro, e descobri que o Satanás que eu tinha visto na noite anterior era na verdade uma ilusão de ótica: minha mãe tinha trocado um enfeite que ela colocava em cima da geladeira e, no escuro, parecia uma cabeça com dois chifres. Minha fé se dissolveu imediatamente, ali, na constatação de que a religião que eu praticava estava me prejudicando. Também deu início à percepção (concreta) de que, ao longo da história, esse "ver Satanás" poderia ter acontecido milhares de vezes e os textos religiosos poderiam estar amplamente contaminados.
Só recentemente fiz as pazes com Deus, Allah, Jeová e yhvw porque, no final das contas, o que sobram são as opções filosóficas. E os textos religiosos estão abarrotados de boas construções éticas, políticas e econômicas.
De qualquer modo, fico muito contente e grato de ter partilhado da experiência religiosa do Eduardo.
ANDRÉ LIMA, SÃO PAULO (SP)