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MARÇO
CHANTECLER, UM ENIGMA ![]() Wagner Azevedo, Macaé (RJ) OS PRESENTES DE ALICE Qual não foi minha surpresa quando, já na segunda linha do texto vencedor, deparar-me com uma frase quase idêntica do mestre Murilo Rubião (num de seus maravilhosos contos). O resto do texto é muito parecido com esse conto, trocando-se apenas alguns substantivos. No geral esse conto usa a idéia central de Murilo. Pergunto: Vocês já leram Murilo Rubião alguma vez? Este quase plágio vale para ser escolhido como o melhor conto do concurso? Não me sinto derrotado porque não mandei nenhum conto (ainda), apenas acho estranho um conto se parecer tanto com outro! Alexandre Costa, Santos (SP) ALINHAMENTO DE PERFIL Acabo de ler o resultado do primeiro concurso literário da revista, edição esta que chamou minha atenção pelo apuro e abordagens originais. Qual não foi meu espanto ao ler o texto vencedor, acompanhado da informação de sua "inspiração" em Murilo Rubião. Pra mim, isso tem outro nome... Considerando que os leitores da revista sejam pessoas um tantinho mais esclarecidas, sedentos por idéias inovadoras, foi decepcionante, pra dizer o mínimo. Enfim, quem sabe doravante, a equipe responsável pelo julgamento de tais textos se alinhe com o perfil da revista e passe a privilegiar realmente a originalidade. Ah, detalhe: não participei do concurso, mas li todos os textos enviados - havia coisa muito melhor do que os três selecionados. Roseane de Oliveira Almeida NÃO CONCORDO! Afirmo que é um prazer grandioso me comunicar com vocês novamente; adoro a Revista Piauí, tanto que, conforme dissera em outra oportunidade, fiz até minha assinatura. Participei da edição do concurso do mês de fevereiro, com muita satisfação, é claro, porém gostaria de expressar que não concordo com a escolha do texto do Sr. Claúdio Parreira como vitorioso, pois é desmerecer quem o fez baseado apenas nas idéias da própria "cachola"; parece mais fácil remodelar uma idéia alheia, um texto pré-pronto, inda mais em se tratando de Murilo Rubião. Ora, imaginem se todos os aficionados do Machado de Assis, Rubem Braga e Lima Barreto fizessem o mesmo, seria, por certo, "chover no molhado". E não estamos aqui para isto, portanto, bola para frente. Mendes Júnior. AINDA HÁ TEMPO? Acabei de ler o texto do vencedor, e me recuso a concordar num texto "livremente inspirado", esse texto eh uma copia escancarada da obra do Murilo. Acho que ainda ha tempo para consertarem esse erro. Rodrigo Lopes MALUCOS BELEZA Talvez, até nos dias de hoje, quando García Márquez está para atingir os 80 anos de idade, em março, ele se lembre do lamentável episódio em que o ódio por umas malvadezas de um peruano o irritou. Muitas vezes deve ter se arrependido de ter consumido doses regadas de tequilla e acertar em cheio a cara do magricela Llosa. O fato é que Lessa pediu para nós, leitores assíduos da piauí e que nem passeiam direito para terminar de ler o revistão, expressassem nossa opinião e, por meio dos fatos enriquecedores que ele nos deu os quais ele conseguiu arduamente, dizer quem foi o culpado do desentendimento no humilde cinema mexicano. Por não ler García Márquez, e sim comer as suas obras, e por achá-lo o escritor mais criativo de todos os tempos, deveria dizer que o peruano é o culpado e que mereceu todos os impropérios citados pelo colombiano, ofendendo mães, esposas e afins. Mas, o tão querido Gabo se exaltou demais! Está certo que o peruano é chato para caramba e que suas convicções políticas são extremamente imbecis, mas de maneira nenhuma precisava partir para a violência, já que os seus argumentos mágicos poderiam deixar Llosa totalmente solitário, uns cem anos Wilame Prado, Maringá (PR) JAGHSHEMASH Confesso que não gosto dessa história de os artigos de Piaui não serem assinados. Isso impede que eu goste ou desgoste dos mesmos, sem le-los! Não é loucura não, é puro preconceito mesmo! Tenho receio de gostar de uma matéria de alguem de quem não gosto. Não dá para assinar as matérias? Hélio Serafino, São Paulo (SP) DE SUMO INTERESSE Sou estudante da Universidade Presbiteriana Mackenzie, e participo de um coletivo, que acabou de ganhar a eleição do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da mesma. Não nos apetece o fato da nossa Universidade ser vista como o reduto dos despolitizados e principalmente dos "festeiros", ela deve ser muito mais do que isso. Com o intuito de trazer uma nova lógica para nossa Instituição e principalmente de fazer com que nossos colegas de faculdade leiam revistas progressistas, de cunho político-filosófico, para que de fato compreendam os problemas que enfrentam nosso país, estamos organizando kits para entregar aos novos ingressantes da Universidade. Portanto é de sumo interesse e importância que a Revista Piauí nos ceda 4.000 exemplares de sua revista para que possamos redistribuir aos nossos calouros. A entrega ocorrera em meados de março. Desde já contamos com a colaboração de vocês e esperamos retorno positivo! Keila Martins, São Paulo (SP) NEVER GIVE UP Woops! Mais uma brava revista de cultura!PIAUI! Vi nascer e morrer nesses longos anos de batalha pela cultura revs como Ficções, Palavra,Hoje, Planeta, etc. Por isso continuem and never give up, folks! Não deixem o enxovalho do "american way of life" conspurcar nossas mentes juvenis e vençer sempre. Sucesso e paz. J. Fausto Toloy MIOJO Lendo o último parágrafo da despedida ao patrono dos preguiçosos e inventor do macarrão instantâneo descobri como é comum valer-se dos meios menos prováveis para comê-lo "a qualquer hora, em qualquer lugar". Em recente viagem a Vale Nevado, Chile, no alto de uma estação de esqui onde a água custa mais caro que champagne aqui em baixo, passar num supermercado e comprar macarrão instantâneo ( e água) para os próximos dias é tarefa obrigatória antes de subir a cordilheira. Só que lá chegando descobre-se que a lembrança dos talheres é algo que fica em segundo plano. Então improvisar com o cabo de uma escova de dentes (vide foto) ou com lápis, caneta ou qualquer outro instrumento é questão de sobrevivência- até, é claro, que no segundo dia se passe no restaurante e peça talheres emprestados.João Henrique Kolling, Porto Alegre (RS) SUCESSO INSTANTÂNEO Muitos nem sabe (assim como eu nem sabia) o nome desse fantástico criador do alimento tão nutritivo e saboroso, como é o Kinojo, pos, miojo. Muitas pessoas reclamam de flata de tempo para realizar as mais fáceis tarefas do mundo que é cozinhar. É tão fácil, rápido e não dá trabalho nenhum, nem demora tanto assim. Ei! alguém acredita nessa minha lorota? Espero que não! Em muitos momentos de minha vida, principalmente quando estou cansada de fazer as mesmas comidas, ou mesmo para variar meu cardápio mesmo. Sou a única aqui em casa que adoro minojo, ops de novo, miojo! Senti muito pela ida do nosso patrono. O patrono dos "empreguiçados" e que adoram acrescentar em seu cardápio algo que nos faz sentir bem. Os sabores variam a cada momento, a cada época surge um novo sabor. Isso nos faz ficar cada vez mais viciados em miojo, pois aguça nosso paladar. Diga-se de passagem que, cada vez mais vem sendo aprimorado e requintado a cada sabor novo. Bem, acho que não vou estender muito o meu comentário, pois como disse o nosso excelentíssimo astrólogo, os piscianos vão acabar sendo pescados a qualquer momento. Esse é o nosso destino. Sou preguiçosa, pisciana e muito mais muito faminta. Olha a isca!!!! Obrigada mais uma vez pela oportunidade de estar expressando meus pensamentos, embora não seja uma coisa que se diga: "puxa, como é intelectual essa pisciana". Mas, estou me esforçando ao máximo! Márcia Lopes |
Por questões de clareza, piauí se reserva o direito de editar as cartas selecionadas para publicação. Não deixe de informar a cidade e o estado de onde escreve. Arquivo de cartas
2007
2006
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Lendo o último parágrafo da despedida ao patrono dos preguiçosos e inventor do macarrão instantâneo descobri como é comum valer-se dos meios menos prováveis para comê-lo "a qualquer hora, em qualquer lugar". Em recente viagem a Vale Nevado, Chile, no alto de uma estação de esqui onde a água custa mais caro que champagne aqui em baixo, passar num supermercado e comprar macarrão instantâneo ( e água) para os próximos dias é tarefa obrigatória antes de subir a cordilheira. Só que lá chegando descobre-se que a lembrança dos talheres é algo que fica em segundo plano. Então improvisar com o cabo de uma escova de dentes (vide foto) ou com lápis, caneta ou qualquer outro instrumento é questão de sobrevivência- até, é claro, que no segundo dia se passe no restaurante e peça talheres emprestados.