Conexão Pederneiras
Lendo sobre o “procurador”, achei interessante uma reportagem sobre o tema abaixo. Existiu um Linhão elétrico de alta tensão, pelo menos entre Campinas e Bauru (SP), em paralelo com o leito da Cia. Paulista de Estradas de Ferro, depois Ferroban, depois RFFSA, depois . . . .
Pelo trajeto, fácil de se verificar que ele corria em terrenos muito valorizados, atravessando cidades como Campinas, Rio Claro, Americana, e muitas outras, terrenos que estão sendo tomados ou utilizados de variadas formas ...
Aqui em minha cidade de Pederneiras (SP) e em quase toda a extensão, “ladrões” levaram a fiação e começaram a levar as torres. Tento imaginar quantas toneladas de cobre desapareceram ... (no meu município eram três fios de grosso calibre, implantados por volta de 1950, quando não se falava em liga de alumínio para linhas de energia ...)
Não podemos confundir com a fiação que existia no leito da ferrovia, esse é outro caso ...
Waldomiro Retti, aposentado da Cia Paulista, residente em minha cidade, conhece toda a historia.
Domingos Dias Sorze, Pederneiras (SP)
Ejetar Gotlib
Acho que, desde "Senhor", não houve revista tão novidadeira, novidadosa ou seja lá como se possa designar, como "piauí". (O nome é mesmo em caixa
baixa?). Vocês oferecem um trivial variadíssimo, que vai desde a importância do palindromismo até a confissão (confissào? Não é para tanto...) de João
Sayad, sobre seu catolicismo. Grande revista! Só que. Os Senhores acaso celebraram algum tipo de contrato pétreo com esse desenhista Gotlib? Se não o fizeram, pelamordideus, ejetem-no, pois se trata
do cara mais chaaaato que já vi. Afora isso, quando é que o nr. 5 chega nas bancas?
Christiano Whitaker, Rio de Janeiro (RJ)
Na praia com a piauí

Fiquei contente em descobrir que EU TENHO UM PARAFUSO A MAIS. Gostaria de parabenizá-los pela revista. Tenho comprado todos os números e tenho me deliciado com reportagens interessantíssimas, escritas num formato diferente de tudo que já vi. Constantemente me pego comentando com alguém sobre as reportagens que li.
A única coisa que me incomodava um pouco era o tamanho da revista, o que já foi criticado em cartas anteriores, porém, hoje eu vejo isso como a marca registrada de vocês. É o que os faz únicos ao se entrar numa banca e olhar de relance para as revistas (sem mencionar que as reportagens por si só os fazem únicos). E aos incomodados com tamanho e espaço...não é muito mais fácil folhear a Piaui num banco de ônibus ou num assento de avião do que abrir um jornal???
Mando em anexo uma fotografia que gostaria de compartilhar com vocês. Foi tirada de surpresa por minha irmã Juliana A. Damante, enquanto estávamos de férias na praia. Eu estava curtindo meu momento na praia lendo Piaui e gostaria de intitula-la: "Na praia com Piaui".
Carla A. Damante, Bauru (SP)
Padrão desrespeitado
Caros amigos, quer dizer, prezados colegas (que é para não fazer merchandising da outra revista),
Escrevo para falar da seção de cartas da revista de dezembro e dizer que discordo da maioria do pessoal. Estou feliz com a chegada da Piauí. Tem problemas, sim. Pode melhorar, sim. Como tudo, no processo evolutivo já explicado por Darwin.
Mas, o que me deixa extasiada é exatamente o desrepeito ao padrão. Viva! Alguém está fazendo jornalismo fora do standard, com textos do tamanho do fôlego das idéias, com abordagens que não precisam ser as politicamente corretas e contidas nos manuais de redação!
Eu sempre me pergunto e tento acompanhar quem estuda a razão pela qual o jornalismo é tão igual no Brasil - talvez, no mundo. Na banca de jornal, todas as manchetes são iguais. Nos tele, todo mundo dá as mesmas notícias, com pequenas variações. Todo mundo escreve no mesmo número de toques, todos os títulos obedevem às mesmas regras de noticiabilidade... E, nas universidades, todo mundo aprende a fazer o que a multidão faz. Dias atrás, num debate, vi que até fanzine tem padrão de qualidade...
Viva a Piauí! Se o texto estiver longo e já tiver dito tudo o que eu queria saber, pulo para o próximo. Se a página é grande, dobro ou rasgo e leio em pedacinhos. Legal é ver o novo formato e novas idéias desfilando por aí.
Ana Cristina Suzina, Curitiba (PR)
Troféu "Mandaram Bem"
Virei assinante de Piauí este mês. É uma revista legal porque dá para apreciar, curtir a leitura de verdade. A edição de dezembro estava impecável (destaque para o texto de Fernanda Torres, que aliás deveria escrever mais). Este mês, o troféu "Mandaram Bem" vai para o dossiê Água! Para quem gosta de natação, uma satisfação imensa.
A revista só pisou na bola com a Danuza Leão. Na minha modestíssima opinião, foi um despropósito enorme privilegiar um texto que vai do nada pra lugar nenhum. Primeiro fala-se bem de dona Lily coisa e tal, depois arrebenta com sua imagem ao revelar a mania de juntar coisas velhas. Se ela dorme ao lado de uma pilha de jornais antigos, problema é dela. Foi deselegante revelar isso. Gostaria mesmo de entender esse texto, qual foi o objetivo... Mããs, vocês estão no caminho certo. Cuidem-se, porque o leitor vai ficar cada vez mais exigente!
Simone Sartori, São Paulo(SP)
Novos leitores

Ao ver o pai tão compenetrado lendo a revista, meu filho Antonio Bento entrou na fila. E assim que conseguiu seu exemplar, tratou de compenetrar-se, fazendo comentários muito lúcidos, principalmente sobre o Layout que muito lhe agradou. Ao final da leitura, me perguntou se tinha pinguim no Piauí. Já deixaram caraminhola na cabeça do moleque. Bom sinal. Parabéns pelo empreendimento.
Lucio Mauro Filho e Antonio Bento de Oliveira Barbalho, Rio de Janeiro (RJ)
Datas equivocadas
Estou escrevendo só para informá-los de um erro na seção horóscopo da edição de janeiro. Provavelmente, por falta de atenção, vocês colocaram a data do signo de aquário idêntica à do signo de libra. Não pode ser. É um erro tão banal, e só o percebi porque libra é o meu signo, e aquário o de minha ex-namorada. Aproveito para parabenizá-los pela revista. Estou gostando e me divertindo um pouco. A primeira que comprei foi a edição de novembro. Comecei a ler e não consegui largar a revista. Só não estão de algumas abordagens elitistas da revista. Por exemplo, na versão mostrada da senhora que atirou num morador de rua em Copacabana. E dessa edição de Janeiro, achei super chato o texto daquela ex-mulher do Roberto Marinho. Bom, deve ter gente que se interessa pela vida dessas pessoas.
Renato Mendes Rocha, Anápolis (GO)
Descobrindo o "casual day"
Excelente matéria ,"Gatinha você está editada", de Anna Toledo. Aprendi muito acerca do mundo artístico e o seu metier. Inclusive, a matéria me tirou uma dúvida que tinha sobre o que acontecia toda sexta-feira para que as pessoas do escritório, em uma repartição pública em que trabalho, trocassem o estilo formal para o despojado informal. Descobri, é o famigerado "Casual Day" que obriga formalmente as pessoas a se vestirem informais neste dia.
Rogério Ribeiro, Brasília (DF)
Trégua
Confesso ter ficado decepcionado com o número 3 de vossa revista, não que também não tenha ficado magoado com os outros números, o fato é: não apareci em nenhum dos exemplares, comprei as mesmas com a certeza absoluta de encontrar comigo ou com meus textos, ou sobre textos da minha pessoa mui amável e publicável, que se apresenta agora na brevidade que me é peculiar, sou o artista multi mídia que responde (quando chamado) pela alcunha de Imbecivaldo, nesse último número vocês tiveram a coragem de reprisar o Esteve Martin, aquele cantor latino de mambo, um grisalho sem graça e ex-menudo, pois se pouco me engano sou mais culto e bonito que ele. Procurei diariamente sua revista mensal nas bancas e fiquei indignado com a falta de atenção para comigo. Emputeceu-me aquela matéria sobre biblioteca, apesar de ser de uma beleza e sensibilidade incomparável, mas falei para minha senhora, a Dona Bucetildes, que Deus a tenha na cozinha, que com esse nome no quarto fica muito promíscuo, e já aviso que não sou disso, voltando ao que ia dizendo sou autor de diversos inúmeros livros da minha larva. Posso citar alguns para não ser exibido e esnobe com vocês “MANUAL DA SABEDORIA PARA PESSOAS BURRAS COMO VOCÊS”, ou ainda “PAPAI ESQUISO FILHO SEM JUÍZO”, e um livro psicografado por alguém ainda vivo chamado “MANUEL POR QUE NÃO LIGASTE, ORA POIS”, e ainda o clássico da paranóia “BRASILEIRO NATURALIZADO BRASILEIRO, POR NÃO ACREDITAR SER BRASILEIRO”. Mas não vou declarar guerra cultural e nem boicotar vocês por enquanto.
Marcio Luppi, Anápolis (GO)
O ombudsman
Chegada: "Dois partos para Arthur": A coluna se presta exatamente a fazer textos sobre nascimentos, mas para mim, caiu no lugar-comum. Interessante a história de Arthur, mas no mês passado foi a história do bebê boliviano, antes o bebê de Altamira e antes "a primeira menina do mundo". Existem diversos tipos de chegadas, não só o nascimento. Piauí ainda é um "recém-nascido", mas não deve se prender aos recém-nascidos do mundo para anunciar sua chegada.
Esquina:
- "O Pan vem aí" - Conseguiu tratar dos jogos do Rio com alguma diferença que outros veículos. Não teve números, mas trouxe acertos e erros (mais erros) da administração do esporte no Brasil. A frase de João-do-Pulo é sensacional;
- "Sangue, ruor e rímel" - Parece que o correspondente em Belém é bem ativo, mas a chefia de reportagem deveria avisá-lo que por lá devem haver mais coisas que espetáculos bizarros. Muito melhor foi o texto da edição de outubro, sobre os búfalos;
- "Uma história de amor" - Eu já tinha lido sobre este casamento coletivo das Casas Bahia em outro lugar, mas não sei se é o mesmo casal. Até porque não lembro da história pré-casamento, nem se o casal existia a tanto tempo, o que rendeu uma narrativa interessante. Mas que o assunto é repetido, é;
- ""Código 13... Vários!"" - Uma bobagem;
- "Parabéns pra você" - A linha-fina fez parecer que "cansar" significava "entediar". Mas no final, foi uma boa alegoria: um cara que eu não fazia idéia de quem fosse, um andarilho do mundo, promove uma romaria para comemorar o próprio aniversário;
- "Rock in Pyongyang" - Detalhes quase cômicos de um festival que, sim, deverá ter grandes bandas. Se eu tivesse dinheiro eu iria a Pyongyang assistir ao festival, afinal, Death Cab For Cutie é uma de minhas bandas prediletas (sugestão, a faixa A Movie Script Ending). Piauí vai enviar correspondente? Sou candidato;
- "Ferreira Gullar, impostor" - A apresentação de uma faceta que quase ninguém conhece do poeta. O negócio é que poesia não é meu forte, então não conheço, a não ser por fama, nem a faceta original do autor.
- "O achador-geral da República" - É quase um perfil de Leivas, nos apresentando um personagem desconhecido e importante para o Estado. Aliás, essa palavrinha "Estado", apareceu algumas vezes com erro de revisão, grafada "eEstado" (p. 16, coluna 3; p. 18, coluna 3), além da palavra "Janeiro", que veio "jJaneiro" (não achei aonde, mas está lá). É algo que Piauí deveria se preocupar mais, pois já aconteceu em outras edições. Essas são coisas que passam, principalmente em jornalismo diário, mas para uma revista mensal o cuidado deveria ser maior [aliás, na revista inteira, principalmente coisas muito visíveis, como parágrafos capitulados sem espaço de uma linha].
Diário: "Gatinha, você está editada!" - Sempre tenho a dúvida sobre como é feita a seção Diário, porque, na teoria, os "diaristas" não teriam um texto tão bom quanto o que é publicado. É tomado um depoimento e um jornalista escreve ou realmente são as personagens? Sobre o texto em si, mostra outro lado da profissão de ator, diferente da visão de Fernanda Torres, mês passado. Se existem artistas brasileiros com "direito de ter stagefreight", Fernanda Torres faz parte está entre eles. Enquanto isso, outros que fazem trabalhos significativos (não que eu goste, sempre achei musicais da Broadway e West End uma bobagem, não que eu já tenha tido oportunidade de assisti-los lá, talvez seja trauma de um antigo estágio, mas eu me recuso a pagar pra ver as montagens brasileiras) precisam ficar caçando outros trabalhos para ter um nível de vida um pouco melhor.
"O verbo na alma da selva" - Ah, se a SIL fosse laica...
Dossiê natação ao ar livre:
- "Por que eu adoro nadar" - Contextualização da natação, para se divertir, fora do Brasil. Mas no texto, o autor não se prende exatamente ao verão.
- "A vida fora d'água é bem difícil" - Daí, o que parecia que ia ser só diversão, passa a ser também competição. Além de, no segundo texto em dois, a natação servir de terapia (e não física) para os praticantes.
- "De maiô, rumo à Antártida" - Então, no terceiro texto do dossiê, o segundo profissional do nado em águas abertas. Eu realmente achava que fosse alguma coisa mais divertida.
- "O último aqualouco" - E finalmente, um pouco de diversão. Que começou do treinamento sério de um atleta e se tornou espetáculo. Era diversão mas também era trabalho. E a diversão pura ainda não apareceu. Digam se eu estou equivocado quanto à função do dossiê, por favor. Mas pelo menos, eu descobri porque todos aqueles equipamentos de natação chamavam Fiore.
- "No mar de Copacabana não tem leviatã" - Voltando ao assunto "natação em mar aberto". Aqui foi um pouco diferente, já que todo mundo falou em solidão, mas nesse caso era uma solidão cercada de gente. Além disso, já haviam falado em medo, mas de morrer de frio, do próprio mar, mas não da fauna marinha. O que realmente deve ser assustador.
Ficção: "Peixinhos, peixões" - Texto muito bem selecionado para encerrar o dossiê.
Portfólio: "Portugal na Era Atômica" - Como essa coleção não tem importância? É realmente divertidíssima. E aí é que está a importância.
Literatura: "Sangue ou um questionamento sobre As Mil e Uma Noites" - Sei lá se era necessário contestar tanto assim uma história que parece ter sido criada em 850 a.C. [Wikipedia, sempre apoiando minhas contestações]. Não me lembro de ter lido antes um texto assim. De qualquer forma é um bom exercício, claro, contestando só os pontos que não agradavam ou interessavam a Rushdie.
Tribuna livre das lutas de classe: "Hegemonia às avessas" - Ao contrário de todos os textos anteriores da revista, este me deu um pouco de sono (nem o Perfil tinha feito isso). Ainda bem que o assunto era interessante, ou eu teria deixado de ler na metade. Mas em certos momentos haviam palavras, mas parece que elas não diziam nada. Apesar disso, concordo com o autor.
Ecologia: "E aí vem o aí: a preguiça" - Como sempre, seção divertidíssima.
Horóscopo: Pela primeira vez esta seção parecia um horóscopo como conheço, daqueles de jornal. Mas com a diferença que as recomendações sejam muito mais diretas, algumas vezes beirando o absurdo. Isso é mesmo um horóscopo ou é um exercício de humor astrológico?
Questões diabólicas: "O inventor da caixinha de CD chega ao inferno" - Steve Martin se redimiu. Não foi um texto de se gargalhar, mas foi divertido.
Dança de salão: "A São Silvestre do ziriguidum" - Até que interessante a reportagem, mas a velha solução de horários em forma de tópicos e pequenas descrições me irrita um pouco, por muito fácil. Na verdade, não havia muito o que fazer né? Coitada da repórter que ficou 10 horas lá, só anotando, anotando...
Despedida: "Em família tudo se sabe" - O título só foi se explicar lá pelo final do texto, o que o tornou ótimo. No geral, foi mais do mesmo sobre Pinochet.
A capa da edição está bem melhor que a do mês passado, muito condizente com o tema "especial verão". Aliás, muito boa idéia.
Eu tentei comparar a edição atual com as anteriores e até cheguei a medir o espaçamento entre as colunas. Não cheguei a uma conclusão sobre se o espaçamento aumentou ou não. Só sei que a diagramação continua pesada.
Ivan Lessa não voltou, a não ser por um anúncio. Não nasci a tempo de ser leitor d'O Pasquim, mas é um jornal que respeito de qualquer maneira. Não sei se Lessa era menos inconveniente naquela época, já que ainda não tinha se mudado para Londres [em uma rápida pesquisa na Wikipedia, descobri que O Pasquim foi publicado até 1991. Mesmo assim, com meus nove anos, não o li]. Quando puder falar sobre aqueles textos d'O Pasquim, digo se aquele Lessa seria bem-vindo à Piauí.
Falta gravíssima foi a ausência da seção viagem. Nas três primeiras edições foi sem dúvida a seção mais legal. Desde a fictícia Moldânia na primeira edição, passando pelos 450 quilômetros São Paulo-Rio na segunda, até a viagem em todos os sentidos literais e figurados possíveis para Amsterdã. De repente, a seção não está presente, mesmo com a possíbilidade de encaixá-la no Dossiê. A ausência se agrava ainda mais porque nela se fez exatamente o que eu sugeri para a seção chegada e para o correspondente de Belém em esquina. Houve variedade, os temas não se repitiram e com certeza as possibilidades para esta e futuras edições são inúmeras. Por isso mesmo, ela poderia estar também fora do Dossiê, já que muitos dos textos têm viagens também. O que não poderia, é estar ausente.
Acabei por ler todos os textos, ao contrário do que fazia nas outras edições, os quais deixava de ler se pareciam inúteis, fúteis ou chatos entre outros adjetivos pejorativos. Quem sabe eu volte ao esquema antigo.
Daniel Momesso, São Paulo (SP)
Pinochet em poema
Parabéns por mais esse número da revista. Logo logo ela vai ter um dilema milk-shakesperiano: ser ou não ser jipe. Aí vai minha homenagem a um líder da América latina, cuíca do mundo, recentemente defunto (particípio passado do verbo já vai tarde).
noche, noche, Nochet
Dónde está la gente
que cantaba cantos
que danzaba danzas
que bailava al sol?
murieron
murieron
murieron
Dónde están los niños?
dónde están los viejos?
los jóvenes, dónde?
dónde el arrebol?
murieron
murieron
murieron
Dónde duerme el pueblo
que recuerda Amanda
las manos de Jara
muestro ruisseñor?
murieron
murieron
murieron
Noche, noche, Nochet
Adauto Suannes, São Paulo (SP)
Viva Marcelo
Gostaria de manifestar minha satisfação com a leitura dessa bela revista, edição de dezembro. Em tempos de fofocas e violência, reputo a publicação como de bom gosto e inteligente. Quero parabenizar os editores pelo bom trabalho e, especialmente o Marcelo Dantas pelo artigo sobre os Beatles.
Roberto Carvalho, Rio de Janeiro (RJ)
Perfect model
I am not quite sure the size of a man’s dick has anything to do with his success or happiness . My recollections of my partners’ dicks have many supersized examples. When I was small there was this guy that would flash his stiff one in order to lure me into his room to play with that singular toy. Latter on some of my friends turned our games into some sort of practice for adult games. In fact, the owner of that marvelous one which was lovingly curved to the side took me many times to the sky (I could see the midnight sun!) while my cousin’s le petit was very cumbersome and painful. Guess which one is now very successful and works for a multinational corporation? As for the endowed one, even though now he’s married and has a daughter I wonder whether he realises that day we just hugged and kissed revealed that he would be capable of loving another man. Anyway, all this is bound to stay secret, a secret of past experiences of a simple salesman in a small town. How many works of Michelangelo and Leonardo would benefit to have such a perfect model!
Alison de Saint-Mérain
Buuuu
Vou me juntar ao coro dos leitores descontentes com piauí_janeiro. ao abrir a edição desse mês, fiquei surpresso e decepcionado com a excessiva publicação de matérias sobre o mesmo tema: verão/água. Tal enfoque me leva a crer fevereiro será a vez do carnaval pautar piauí.
Flávio Cézar G. Santos
Elogio às cartas
Piauí de dezembro atrasou, só chegou, depois de uma reclamação, dia 29/12. E só anteontem lí o perfil do Emir. Estranho. Mas legal. O saldo, pra mim, é que nas brigas, só há perdedores, porque não há quem não tenha suas contradições e pontos fracos a serem explorados. E que o jornalismo, ou a escrita-documental, é sempre uma manipulação/edição de um infinito de informações a serviço de um interesse pontual. Emir foi condenado, e agora sai duplamente derrotado.
Piauí de janeiro, na contramão, já chegou, ontem, dia 3/01. Capa linda, uma delícia, um orgasmo na face de cada menininha no mar. E cartas reaço-classe-médicas continuam um barato. E o cinismo "contiano" está cada vez mais presente nas páginas, e isso cai bem, em tempos atuais.
Saúvas para o texto do Chico de Oliveira.
And so on. 2007 ameaça querer começar. Não sem antes os planos serem feitos e o batismo acontecer.
Fabrício Santos, Belo Horizonte (MG)
Velha elite
Com exceção do número de dezembro, li e apreciei todo o conteúdo da revista, sendo uma a seção "perfil" uma das minhas prediletas, mas com a ressalva de que nos três exemplares, as personalidades expostas nos textos são da velha elite do Rio de Janeiro, não à toa (imagino) dois escritos por Danuza Leão. Gostaria de saber se não seria interessante ampliar o escopo e buscar pessoas de diferentes estratos sociais e regiões do país?
Rafael Mendonça
Procura-se
Estava olhando a matéria de galo de briga e fiquei interessado em comprar um galo de briga. Estou de saco cheio de ter que ficar trocando de galo. O galo do meu vizinho pula o muro e mata o meu. Os meus são caipira, então vou arrumar um galo índio para defender meu terreiro.
Richard Pierre
Língua afiada
Quer dizer então que se a outra se chamasse, digamos, Iowa, Piauí seria quiçá Paulistana? O humor inteligente tá meio fraquinho, né?
De qualquer maneira, parabéns pela revista, é a menos desinteressante que leio em muitos anos. Seria demais pedir que não fosse imitação. Pelo menos é imitação de um modelo dos menos maus.
Henrique Carvalho
Millôr, o gatuno
Uma grande amiga me presenteou com a assinatura de PIAUÍ. Acabo de receber o número de dezembro e já li inteiro. Gostei muito. Também porque o Millôr definitivamente tomou conta do pedaço. Ele é minha referência recorrente, desde os tempos de O Cruzeiro, do PIF-PAF e do Pasquim (tenho 60 anos de idade). Nem liguei quando ele surrupiou uma frase minha, que estaria entre outras na seção de cartas da edição de O Pasquim em que a matéria de capa era uma entrevista com o Chacrinha. A frase era: "Cão que ladra não morde. Simultaneamente" (depois li a frase, assinada por ele num de seus trabalhos). Me senti orgulhoso por ter sido gatunado pelo Millôr! Bobagens à parte, parabéns pelo lançamento da revista.
Minas Kuyumjian Neto, Carapicuíba (SP)
Porteiro nota 10
A revista é genial. Tem um pouco da Senhor antiga, d'O Pasquim, da imprensa alternativa, da Realidade, d'O Cruzeiro; mas é novinha em folha. Fico feliz em ver que existe vida inteligente além da imprensa enlatada.
O porteiro já até consegue colocá-la na minha caixa de correio sem amassá-la !
Antonio Carlos Vianna Braga, Vitória (ES)
Em defesa da Piauí
Preciso dizer à leitora Camila Tebet que, sinto muito, mas supremo desperdício de papel é revista Caras e outra dúzia de revistas dispensáveis que poluem nossas bancas de jornais. Nenhuma publicação agrada a nenhum leitor em sua integralidade. Por exemplo, a Piaiu nº 3, eu compraria de novo só pelo poema do Paulo Henriques Britto e pelo texto do Millor. Já o texto do secretário estadual da Cultura João Sayad... como escritor ele é um bom economista. Mas torço para que tenha a mesma competencia que teve para gerir orçamentos, para gerar cultura.
Eduardo Britto, São Paulo (SP)
Recado para Millôr
Eu quero agradecer a revista por colocar o Millôr pra escrever. Diga a ele, por favor, que não gaste mais nenhum segundo do seu tempo com crayons, lápis 2B, nankins e afins, porque fazer esses desenhinhos todos detalhadinhos e coloridos deve levar um tempo danado, e não podemos esperar tudo isso. Temos sede e necessidade de muito mais Millôr escrito. Se precisarem de ajuda para convencê-lo a largar os desenhos, me avisem, que escrevo algo como um manifesto por mais palavras do Millôr, ou uma carta-protesto contra assinaturas bonitinhas, para que toda a disposição dele se volte a mais crônicas e textos de todo gênero. Queremos mais Millôr!
Ygor Valerio, São Paulo (SP)
viva Oliver Sacks
Oliver Sacks, traduziu exatamente o que sinto, cada palavra, foi fantastico, porque é exatamente assim que acontece quando estou nadando. Parabéns. A revista sempre muito interessante, com a revelação de Ferreira Gullar, um impostor para agradar a si própio, divertido!!!!
Paula Faddul
Piauí ácida?
Sou leitor de Piauí antes de ser lançada nas bancas, quando li sobre ela provavelmente na Folha de São Paulo. Linguagem agradável para quem pratica a leitura com freqüência e aprecia temas diversos. Mas desde o primeiro exemplar, com "Vultos da República", passando pelo "Sem Caixa 2 e Sem Coreografia" da seção Esquina do Número 2 e finalmente com a reportagem sobre "Emir Sader, o Ortodoxo" em Perfil da edição 3, venho percebendo um certo posicionamento ácido em relação aos integrantes e aos simpatizantes do grupo político escolhido pela maioria do povo brasileiro.
Aderbal Aguiar Junior, São Paulo (SP)
Sem graça
Desinformado, superficial, simplista, equivocado. Esses são só alguns adjetivos que consigo encontrar para o "Vidas Literárias" da edição 2 de Piauí, que transformou Jung em um velho nazista, preconceituoso, safado e macumbeiro. Façam-me o favor! Se a idéia foi só fazer graça, mais sorte da próxima vez!
Adriana Carvalho, São Paulo (SP)
A Piauí dos contrastes
A qualidade editorial da Revista Piauí é notável, se comparada com a média das revistas nacionais. No entanto, os quadrinhos de Sorel, sobre “vidas literárias”, contrasta com o restante da Piauí. O referido autor limita-se a chafurdar nos possíveis podres dos mais relevantes escritores e teóricos do séc. XX: Brecht, Jung, Sartre. Com efeito, do ponto de vista das ciências humanas, todos os autores merecem crítica, mas argumentada, racional e sensatamente. E as “vítimas” de Sorel não fogem a essa regra, mas continuam sendo escritores respeitáveis, cujo gênio criativo continua sendo fonte de inspiração para dramaturgos, psicólogos, teóricos da literatura e filósofos. A vida pessoal dos quais, com suas contradições, é de menor importância para a ciência e para a arte. No entanto, Sorel, ao estilo da revista semanal mais “ecológica” do Brasil (a que concentra a maior quantidade de lixo por página) menospreza o conteúdo formal das Humanidades, tal como fez um dos críticos da revista “ecológica”, que conclui que Machado de Assis, o maior escritor brasileiro, não tem valor algum porque era um sujeito comedido, ao passo que suas personagens são adúlteras, corruptas, etc.
De mais a mais, não creio que valha a pena comprometer a qualidade de Piauí por causa de especulações pessoais, ódio racial ou sentimento de vingança nacionalista. Brecht, Jung e Sartre estão acima dos juízos mesquinhos.
Reginaldo Parcianello, Rio Grande (RS)
Força!
Não se deixem levar por reclamações como: "ai, biografia errada" ou "acho inútil essa revista", ou ainda "é muito engraçado...". Que absurdo, que frescura!. Se acha inútil não leia. Piauí é o que existe de melhor na imprensa nacional em anos. Mas também, não vão encher de anúncios e diminuir as matérias! E na n. 3 existem páginas mal impressas e até propagandas ilegíveis, como um desleixo após a inauguração. Vocês têm anunciantes fortes, façam valer essa iniciativa ousada. Força pessoal. Ps: não gosto desse clima de encher lingüiça do Millôr. Abraços.
Francisco Coutinho Togni, São Paulo (SP)
Visual descolado
Quando comprei o primeiro exemplar da piauí ele estava escondido em um canto ermo da banca, difícil de ser encontrado, só consegui perguntando se ainda havia o exemplar de Outubro. Passei da metade de Novembro até a metade de Dezembro procurando (sem perguntar aos donos das bancas) o número 2 e não consegui. Até que resolvi perguntar novamente se havia exemplar da piauí. Um dono de banca disse que sim e passou alguns minutos tentando achar onde havia escondido a revista. Depois que estava com o exemplar da revista em minhas mãos perguntei para o dono por qual motivo a revista sempre estava escondida, nunca nas primeiras fileiras ou gôndolas (sei lá se chama gôndola o local onde se coloca as revistas nas bancas). O cara me falou que era porque a revista era grande e desengonçada, não estava em harmonia com as outras revistas.
De fato, embora seja uma revista com qualidade editorial inquestionável, talvez a melhor revista lançada em muitos anos, parecida até com a New Yorker no conteúdo, piauí não empolga a primeira vista. Não é com aquele visual de boletim de sindicato que as pessoas ficam atraídas pela revista. Talvez o pessoal que compra a Caros Amigos sejam também compradores da piauí, mas o restante do populacho leitor fica em dúvida se deve folhear aquele "boletim desengonçado" na banca. Para se ter uma idéia, quando cheguei com o primeiro exemplar em casa deixei em cima da mesa e minha mulher folheou a revista pensando que era um boletim que eu havia trazido do trabalho, ou que eu tivesse recebido de uma companhia aérea e ficou surpresa que aquela revista com um visual chinfrim tivesse tanta coisa boa.
Talvez seja de propósito (sabendo que foi idéia do João Moreira Salles) o visual "descolado" da revista, a idéia de não seguir o "mainstream" em voga, mas é uma pena que uma revista com um conteúdo estupendo, com artigos excelentes e articulistas famosos, tenha que ficar jogada no limbo de uma banca de revista porque "ela tem um visual que não é atraente" (segundo as palavras do dono da banca). Talvez seja também uma questão de custos ( e aí o pessoal que cuida de ganhar dinheiro deve saber o que está fazendo) mas seria bom que os excelentes artigos fossem colocado em um involucro mais adequado.arquivos fossem colocados em um invólucro.
De qualquer forma espero que a revista tenha uma vida longa, mesmo com o visual '"não convencional".
Ruberval Alcântara, Manaus (AM)
Baudelaire da Mangueira?
O ironicozinho leitor Luiz Felipe Medina Coeli lembra-se do Alcides Caminha, mas se esquece de Nourival Bahia. Bahia é um dos três autores da música Notícia ("Cortina de fumaça", número 2). Em parceira com Nelson Antônio da Silva, ele fez o choro Caminhando e o samba Dona Carola (e este com Walto Feitosa Santos). Por último, que me perdoe Tárik de Souza, mas Baudelaire da Mangueira é o escambau. Nelson Cavaquinho, na simplicidade do samba e nas composições míticas, foi poeta, sim, mas foi maior que o francês. Mania de medir e aprovar o que é nosso com a régua do estrangeiro. No mais, é preferível Nelson Sargento falar que a música é dele não sendo a submeter o Nelson Cavaquinho à outra nacionalidade.
(A gente se lembra mesmo do que vê às escondidas ou pelo buraco da fechadura, concordaria Carlos Zéfiro).
Francisco Quinteiro Pires, São Paulo (SP)
Assinante de peixes
Quando a atendente da Editora Abril me indicou essa revista, sinceramente, achei que seria uma revista não muito boa. Mas, como era dessa Editora, confiei e mandei bala na assinatura.
Cara, já recebi duas edições. Adorei ler essa revista. É de um conteúdo tão informativo, instrutivo, criativo, enfim tudo ivo.
Espero que ela continue com essa mesma criatividade e espontaneidade das matérias.
Fiquei muito satisfeita com a assinatura.
Estou estarrecida, emocionada e muito feliz com ela.
Sacanagem com o signo de peixes. O último sempre se dana, por conta do não funcionamento da sua ferramenta.
Márcia Ap. Lopes Tessaroli, Porecatu (PR)
Viva!
Uma fusão de contentamento, inspiração, interesse, bom humor e satisfação me tomaram a conta assim que acabei de ler a Piauí número 2.
Não tive dúvida que fora decretado encanto e assinei a revista naquela mesma tarde morna e iluminada de sábado.
Hoje recebo o primeiro exemplar como assinante!
Que delícia, sol de abril cheirando a vinho...
Zenilda Lua, São José dos Campos (SP)