FEVEREIRO-CARTAS
Baseado
As redações sempre têm tipos malucos, mas os da piauí são realmente diferenciados, mais bacanas e certamente mais felizes.
Achei fantástica essa divulgação de um produto nacional tão bacana - aLeda.
Também entendi porque a palavra "baseado" está em 80% dos textos. E, finalmente, tive certeza que não escapa da utilização desse papel nem esse moço com cara de comportado, de tímido e muito charmoso, proprietário da bem humorada revista.
Flaviana Serafim, São Paulo (SP)
Homenagem à homenagem
Interessante a homenagem ao Ministro da Defesa.
Que tal agora visitar qualquer terminal urbano de São Paulo e constatar as maravilhosas condições do tranporte público da cidade? Vale lembrar que esse sistema, sensacional, foi implantado com a ajuda dos prefeitos e vereadores que são defendidos e até financiados pela Editora Abril. Ou só vale meter o pau no PT?
Menjol de Almeida Neto, São Paulo (SP)
Looongas...
Boa Tarde, meu nome é Francisco Cappeletti, moro em São Paulo capital. Sou ator, leio diariemente, jornais, revistas, scripts e principalmente livros. Adoro a revista de vocês. Ela é inteligente, tem bom formato, tem um preço justo. Mas a meu gosto, infelizmente algumas matérias são longas de mais. Achei necessário enviar minha crítica construtiva para vocês.
Francisco Cappeletti, São Paulo (SP)
Excepcional
A reportagem “a megacidade” contribui na ampliação de um espaço de discussão sobre os problemas do inverno civilizatório observados em muitas partes do mundo.
Acredito que a inexistência de uma estrutura institucional, não necessariamente estatal, permanente em alguns Estados motiva a desorganização social e encaminha o mundo para os conflitos bélicos.
O caos criativo e sistêmico descrito na reportagem não é civilizador e tampouco é capaz de construir um ambiente superior de desenvolvimento.
Excepcional a matéria; excepcional revista.
Leonardo Arquimimo de Carvalho, São Paulo (SP)
Helio Pasta
Na boa reportagem “PROJETOS ANTAGÔNICOS” o jornalista Fernando Serapião relata acontecimentos relevantes para a história da nossa cultura e por isso merece meu aplauso .
Entretanto, entre fatos e relatos, comete um equivoco doloroso, ao atribuir aos arquitetos Helio Penteado e Helio Pasta a alcunha de “dois Hélios”,como se nenhum deles fosse dotado de personalidade completa e suficiente, cabendo por isso nomeá-los sempre em dupla .
Ocorre que durante muitos anos fui companheiro e colaborador do arquiteto Helio Pasta na equipe de arquitetura da CESP-Companhia Energética de São Paulo e conheci de perto a sua extraordinária, pioneira e corajosa contribuição para a arquitetura das obras de aproveitamento dos recursos naturais e especialmente das obras das Usinas Hidrelétricas.
Logo depois de formado, em 1952, Helio Pasta começou a trabalhar em projetos de usinas hidrelétricas ,inicialmente no escritório do saudoso Arq. Icaro de Castro Mello, em seguida como funcionário da USELPA-Usinas Elétricas do Paranapanema e posteriormente como gerente de arquitetura da CESP.Durante mais de quarenta anos foi um apóstolo da arquitetura brasileira dentro da extraordinária equipe de engenheiros e técnicos dessa Empresa.
Nesse processo formulou as bases conceituais e estéticas dos projetos de arquitetura das grandes obras e da participação dos arquitetos nesses projetos. O resultado desse trabalho é visível nas linhas harmoniosas e únicas das 21 Usinas Hidrelétricas que constituíram o Patrimônio da CESP antes da privataria.
Dono de um pensamento rigorosamente coerente e de uma sensibilidade aguçada, o HELIO PASTA , com seu jeito quieto, detesta pavonear-se e jamais se deixa arder na fogueira das vaidades.
Mas, diante da importância da sua contribuição à nossa arquitetura, merece , no mínimo,o reconhecimento de ter o seu nome sempre grafado por extenso e, porque não dizer,...EM LETRAS MAIUSCULAS.
César Bergstrom, São Paulo (SP)
Backstage da arquitetura
Parabenizo o pessoal da redação pela Piauí_fevereiro de 2007, que me chamou atenção nas bancas pela foto do parque temático chinês (quer dizer, presumo que seja, procurei referência mas nâo encontrei). Que boa capa! Tenho lido aos poucos, pois vi, em seguida, que entre hipertextos e grandes temas, há um frescor que se renova em cada retomada de leitura. O horóscopo virou papo de restaurante, pois debatia com um fotógrafo recém conhecido que tinha chegado até o signo de peixes, sem pular, enquanto ele argumentava que para ele horóscopo é coisa séria. Mas, esta carta se dirige, sobretudo, à matéria Projetos Antagônicos, sobre a colaboração entre ON e PMR, onde se fala de forma muito interessante sobre o backstage do fazer arquitetura. Entretanto, a parte onde o autor insiste na nomenclatura escola carioca e escola paulista de arquitetura, que teriam, em princípio, conceitos diferentes do “projeto moderno”, parece deslocada. Pois, se houver, de fato, uma diferenciação tão clara entre “escolas” onde poderíamos inserir, por exemplo, a produção do Ruy Othake, de SP, e aqui no RJ, do Índio da Costa?
Fabiana Izaga, Rio de Janeiro (RJ)
Rigollot
No número de Piauí (ótimo!) de Fevereiro de 2007, à página 9 o articulista comenta "uma paisagem acadêmica do francês Rigolot, cujo nome não foi encontrado em nenhum dos volumes do Grove, o mais completo e fidedigno dicionário enciclopédico de arte do mundo".
Se forem ao Benezit - que para mim ocupa este lugar de "melhor do mundo", edição de 1924, encontrarão à página 616, 2ª coluna, os seguintes nomes:
RIGOLLOT (Mme. Claire), "pintora de natureza morta"
RIGOLLOT (Jules-Jean), "escultor"
RIGOLOT (Albert-Gabriel), "paisagista do século XIX, nascido em Paris".
Assim, qualquer insinuação de menos-valia da obra deve ser descartada, pois o autor é reconhecido por este dicionário.
Paulo Vianna da Silva, Florianópolis (SC)
100% celulose
Quando li a piauí deste mês fiquei curioso pra conhecer a tal leda. Mas ontem fui fumar na casa de um amigo e descobri que ela não é a única do mercado. Fumamos numa tal "GLASS", também made in brasil. É como disse
alguém: o novo já nasce velho!
Não imaginava como se parecia com plástico. Tem suas vantagens, mas não sei se gosto da sensação de fumar baseados embrulhados em plástico.
Zé Renato, Nova Iguaçu (RJ)
Não procede
O perfil de Lícia Fábio que Daniela Pinheiro fez está bem legal. Mas tem uma ressalva. Moro em Salvador há 10 anos, sou paulista, e a informação de que na Bahia todos gostam de carnaval, "do ascensorista do elevador Lacerda ao executivo de multinacional", não procede. Tem muito ascensorista que prefere ficar no elevador, e executivo, executar. Executar os axezeiros. Tanto é que saiu em matéria do A Tarde, jornal daqui, que a cada ano cresce o número de baianos que fogem do carnaval para outras cidades do estado, em busca de outra coisa que não seja pagode e axé music em trio elétrico.
Virgílio Pimentel, Salvador (BA)
Inteligência a bordo
Sei que críticas não costumam sem bem vindas, mas gosto da revista Piauí. Leio-a, desde a primeira edição. Há inteligência a bordo, entretanto, isto não confere à repórter Daniela Pinheiro o direito de usar o tom depreciativo com Feira de Santana, em sua matéria, não sendo mais do que o velho, desgastado e ultrapassado tom de preconceito com o interior, arraigado na, supostamente, interessantíssima repórter. Caso o filho do dono dos açougues não tenha lhe agradado, que fizesse referência ao mesmo, não à cidade. Isto não cabe numa revista com a proposta da Piauí.
César Oliveira
Tô nem aí!
Tenho que falar para vocês da piauí... Eu realmente não botava fé na revista. Achava que não daria em nada. Até que recebi junto com a VEJA, que também assino, uma edição da tal piauí (logo depois do diretor de redação ter ido ao Programa do Jô). Li de cabo a rabo a revista e confesso... Apaixonei-me completamente pela revista de "nome tão diferente".
Meus pais assinam VEJA, Super Interessante, National Geographic, Cláudia e para convencer eles para assinar a piauí foi um sufoco.
Até que minha mãe foi dar uma olhada na piauí (àquela que veio junto com a
VEJA) e também se apaixonou e assinou na hora. Agora os meus amigos que têm preconceito com o nome da revista. O preconceito é tanto que eles nem lêem.
Nem ligo para eles. Pelo menos eu leio cinco revistas de peso.
piauí, continue assim. Meu amor por você será eterno. Beijos, minha amada.
Gustavo Ramos, Florianópolis (SC)
Como uma luva...
Genial o anúncio institucional de piauí. Adivinhem onde eu estava no momento em que o li? Sim, num saguão de aeroporto. Para ser mais irônico ainda, em Brasília. Querem mais? Meu voô estava atrasado, porque havia chovido a tarde inteira em São Paulo e Congonhas estava com problemas.
Agora imaginem a cara e o que pensaram os outros passageiros que esperavam o mesmo voô quando um cara de iPod lendo uma revista gigante começa a rir descontroladamente.
Daniel Momesso, São Paulo (SP)
O "bom" e velho cabresto
Caro Francisco de Oliveira, lendo e relendo seu artigo, aceitei o desafio de nomemclaturar, ao modo de Adão, essa nova natureza política da nação brasileira. Creio que, em parte, você mesmo já o fez, pelo menos no que diz respeito ao aspecto formal: Capitulação Política, no sentido jur. militar mais próprio. Pois o que vemos no cenário político brasileiro atual é uma convenção entre as partes beligerantes da sociedade: de um lado a representação burguesa, do outro a do povo, personificado em Lula. Assim, o lendário conflito entre essas duas classes faz uma trégua: A burguesia se rende às forças morais do povo, com a condição única deste último permitir a livre exploração capitalista daquele - livre no sentido mais amplo. Cabe lembrar que Capitulação também é o crime cometido pelo militar - neste caso o General Lula - que foge ao seu dever, não apenas cessando a ofensiva, mas, também, permitindo que o inimigo se aposse das tropas que o próprio general deveria defender.
Popularmente, essa nova dominação pode ser batizada como o "bom" e velho Cabresto. Isso mesmo, aquele arreio de corda ou couro que serve para controlar a marcha de um boi ou vaca mansa, que vai à frente da boiada, como guia. A vaca mansa é o povo e quem segura o cabresto... nem preciso falar.
Fernando vieira, São Paulo (SP)
Escorrendo preconceito
Gosto muito dessa revista, o que me faz ser um leitor assíduo. Não posso, porém, me furtar de comentar os quadrinhos publicados sob o título "Vidas literárias - Carl Gustav Jung", no segundo número dessa publicação.
O autor, Edward Sorel, além de não mencionar nada sobre a literatura de Jung, incorreu numa série grosseira de incorreções a respeito da biografia do mesmo. Quanto ao Dr. Rosembaun, ele foi preso na Suiça por tráfico de armas contra as forças franquistas, o que era ilegal naquele país.
A impressão que o autor quis dar dizendo que ele foi preso pela polícia nazista é totalmente inadequada. O célebre diálogo trocado por ele e Jung não se deu na porta da associação psicanalítica, mas na porta de uma propriedade privada de Jung.
Não sei de onde vem a idéia que Jung propôs ou mesmo desenhou roupas especiais para judeus. A relação entre ser infiel (ter amantes) e ser contra os judeus é preconceituosa e infantil. O falso moralismo forçado agride o leitor.
Os quadrinhos, que se esforçam em concentrar sua temática no suposto preconceito de Jung, escorrem preconceitos em cada um de seus desenhos e palavras. Matéria superficial, incorreta, ofensiva e acima de tudo engajada. Sionista, para dizer o mínimo. Não vejo por que uma revista como Piauí pretende nos passar esse tipo de visão a respeito de uma personalidade como Jung. Repensem seus colaboradores.
Marcelo Ramos de Freitas, São Paulo (SP)
O poder de piauí
Ler Piauí é estar aqui e se sentir lá... Verdade. De coração.
Olavo Drummond Filho, Araxá (MG)
Em voz alta
Que sou fã desde os primórdios da revista, todos já sabem. Ando até ficando chata, lendo-a em voz alta no trabalho.
Gostei muito deste número de fevereiro, principalmente do "Megacidades", assunto que muito me interessa.
Gosto especialmente dos poemas em meio aos textos. São sempre muito bons! Obrigada.
Saramar Mendes, Goiânia (GO)
Fã de carteirinha
A Piauí é uma das melhores coisas que surgiu ultimamente. É ótima! Desejo vida longa a ela, e que continue com a mesma qualidade e com o mesmo formato (grande e confortável de se ler, pelo tamanho de suas letras). É uma revista que se lê do começo ao fim com o mesmo interesse, tanto pela qualidade como pela variedade de seus textos, indo do bastante sério ao humor mais escrachado (mas inteligente!). Parabéns pela iniciativa!
Léa Wanda Maurano, São Paulo (SP)
Gordura trans
O que me deu vontade de opinar, foi que o tal do miojo é um dos top campeões em gordura trans. Plastificam as artérias, e portando nada recomendável em termos de saúde pública. Outrossim , no final do ano passado a mídia eletrônica televisiva, não sei se por conta própria ou repercutindo setores da vigilância sanitária, lançou algumas materias na tv, fazendo entender que a rotulação obrigatória dos produtos com gordura trans era iminente. Desde então, nada se falou mais do assunto. Que pena.
Carlos Eduardo Seixas de Andrade
Imagine-se a Bíblia
A dificuldade de adaptação da linguagem entre culturas e eventos inconsúteis (“Línguas de fogo na alma da selva”) lembrou-me de uma estadia minha no Chaco paraguaio, em 2003 ou 2004. Perguntei a um peão guarani como se dizia futebol na língua dele. Se não me engano, era algo assim vakapipopónemunhê ==> vaka (é “vaca” mesmo, direto do espanhol, já que eles não conheciam a espécie antes da colonização) + pi (couro) + popó (redondo) + nemunhê (algo que se empurra ou chuta). Imagine-se a Bíblia...
Carlos Arthur Ortenbladt, Rio de Janeiro (RJ)
Nota da Redação: lamentamos que o leitor tenha renunciado à sua renúncia, anunciada no mês passado, ao cargo de esculhambador-geral.
Jung era macumbeiro
Me divirto lendo o sugerido Lado B da vida das personalidades (“Vidas literárias”), pouco me importando quem fez o quê, como e por que – para mim, não é essa a proposta. Interessante ver como a seção serve, despretensiosamente, como termômetro dos leitores da revista. Tão divertidas quanto os quadrinhos são as efervescentes cartas-manifesto que os mais inconformados enviam em defesa de seus amados. É, galera, humor é coisa séria. Como diz vox populi, quem num güenta bebe leite. Eu aqui com meus botões acho que Jung era macumbeiro, sim.
Diogo H. carvalho, Brasília (DF)
Minha pessoa
Confesso ter ficado decepcionado com o número 3 de vossa revistona, que também não tenha ficado magoado com os outros números. O fato é que não apareci em nenhum dos exemplares, embora os tenha comprado com a certeza absoluta de encontrar comigo ou com textos da minha pessoa mui amável e publicável. Mas falei para a minha senhora, que Deus a tenha na cozinha, que por enquanto não vou boicotar vocês.
Mário Luppi, Anápolis (GO)
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Por questões de clareza, piauí se reserva o direito de editar as cartas selecionadas para publicação. Não deixe de informar a cidade e o estado de onde escreve.
Arquivo de cartas
2007
2006
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