ABRIL
A CURA PARA TODO MAL
Há quatro meses compro a "piauí". Nesse mesmo tempo me apareceram sintomas de tensão, ansiedade e estresse que somente passam após ter em mãos o número mensal da revista. A partir daí a leitura vem prazerosa, suave e segura de que não haverá texto desgostoso ou pastoso. Agora, o texto da Fernanda Torres do último número está impagável! Informação para quem não tem e de sobra bom humor e irreverência.
Andrea Franzoni Tostes
FICOU FEIO
Adorei a sexta-edição! Só não gostei do anúncio publicado na Folha de S. Paulo (E2, 09/03/07). Vejam o texto: "a sexta edição da piauí já chegou em milhares de bancas. Você só precisa ir em uma." Ir em uma ?! Quase impossível...
Edson Marques
SOBRE O CONCURSO
Tenho uma pergunta? melhor dizendo, dúvida; uma sugestão e um comentário a fazer relacionados ao concurso literário promovido pela Piauí.
1. A pergunta refere-se aos 3200 caracteres (incluindo os espaços) estabelecidos para os textos que participem do concurso. Releve a minha ignorância, mas trata-se de limite máximo ou o quê? De qualquer modo, não dá para aumentá-lo, coisa para 3500 caracteres, por aí?
2. A procura pelos textos enviados, do modo como são apresentados no site da revista, é confusa, cansativa e tediosa. Por que não facilitá-la dispondo o nome dos autores por ordem alfabética e, conseqüentemente, substituindo os números das páginas por letras que remetam, digamos, aos sobrenomes dos participantes? O processo de busca seria mais eficiente, mais objetivo. Tecnicamente, não é possível adotar esse recurso?
W. Surtan, Niterói (RJ)
CRÍTICA
A crítica publicada no site de sua revista pelo colaborador da Piauí, Roberto Kas sobre o vídeo-documentário "Judeus em Nilópolis" contém um desacato grosseiro e pessoal contra autor da obra, o também jornalista Radamés Vieira. Não pode um espaço democrático como a Piauí ser usado para atropelar o sagrado direito à crítica e resvalar para uma atitude preconceituosa como a deste senhor, que destaca a origem do criticado ou suas característica físicas - nascido em Nilópolis, careca, atarracado, não judeu,agnóstico - e por aí vai. Preocupa-me, como leitor, saber que a aceitação das diferenças entre indivíduos constitui um valor nem sempre cultivado por todo o corpo de colaboradores da Piauí, seja ele integrado por judeus, como o senhor Kas, ou de que origem for.
Alexandre Savio, Rio de Janeiro (RJ)
RODOLFO E BEATRICE
Mesmo que ja tenham se passado dois meses desse acontecimento, gostaria de registrar aqui a minha alegria em conhecer a Revista Piauí. Estavamos em viagem para Santa Isabel do Rio Negro, numa atividade de intervenção do Projeto Rondon e um amigo Rodrigo Freitas, comprou o exemplar do mês de janeiro da revista no aeroporto da Pampulha em Belo Horizonte. Comentou conosco sobre a forma interessante que os artigos são escritos, que apresentam uma visão crítica e nos propõe sempre reflexões interessantes sobre a realidade. A nossa surpresa foi nos deparar com uma reportagem das questões lingüísticas, intitulada Línguas de fogo na alma da selva e que falava justamente do nosso local de destino. Fomos apresentados à cidade pela Revista na reportagem de Branca Vianna. Na cidade tivemos o prazer de conhecer pessoalmente o casal Rodolfo e Beatrice, que estavam de passagem pela cidade e mostrar-lhes a reportagem publicada. Rendeu-nos horas de conversas produtivas e um delicioso suco gelado no calor amazonense. Fato que marcara para sempre nossas histórias. Agradeço a vocês e gostaria de registrar que descobri a versão virtual, acompanho mensalmente a publicação e tenho indicado a meus amigos e colegas da universidade.
Giseli do Prado Siqueira, Poços de Caldas (MG)
LÍNGUA SOLTA
Pessoal da piauí, coloquei no meu blog um pequeno discurso do perdedor, sobre o recente primeiro concurso literario da revista. Aproveitei e como não podia deixar de ser, dei leves estocadas - bem-humoradas, claro - sobre o fato do texto vencedor ser "excessivamente inspirado" em outro conto, de um autor morto. Caso interesse, aqui esta meu enderego. O título é: o Boimate da piauí. http://oiretemeh.blogspot.com
Hemeterio, Fortaleza (CE)
PERDOE A FRANQUEZA
Enquanto redijo as presentes ponderações, os senhores já estão trabalhando para a edição de abril. Desculpem mas penso que a de março passada não andou bem. Comentei, para amigos e leitores que deixaria assim como está, mas disseram que não, que deveria "tecer algumas branduras" aos escrevinhaores e autores das matérias, selecionadas ou produzidas. É como as coisas são: o leitor lê e percebe. A chega (A Implosão), Dormir, Nunca Mais, Hellman (do Sorel), Baixa Fidelidade (Cassiano Elek), bons textos. Bons. Quanto a "Vestida para Arrasar", a tela Rococó da Rainha com os dizeres abaixo, os dizeres, um gol contra, perdoe a franqueza. Um grave erro de estética intelectual. Perdoe a franqueza. Vamos dizer que eu fosse um Wilson Martins (História da Inteligência Brasileira): o que ele teria dito a este partucular, os escritos abaixo da tela? Aliás, o texto de Thurmann fala que Cleópatra apresentou-se com elegância à História... o que não é verdade! Todavia, o texto é bom, somenos o circunstancial fato de que aparece em razão do filme imbecil de Coppola. Aliás, imbecilíssimo. Quando se tem dinheiro e prestígio (cultura norte-americana, o tio, etc.) se está mesmo no direito de produzir o que não presta. Que pena. Depois, o texto "Cemitério", bom texto, embora manco. Mas bom. Faltou cor e nuances destas cores e mais ritmo e de lamentável, uma palavra de baixo calão para sujá-lo. Pense. A despedida "O Funcionário que não Pediu Perdão", muito bem escrito e, claro que sim, foi uma espécie de ' tour de force' aos equívocos cometidos, na edição de março, visto que, os demais textos, sem comentários. Nada sou, mas sei. A crítica, disse Destoucher em "O Glorioso", é fácil e a arte é difícil. Deixo aos nossos simpáticos intelectuais estes dizeres, sem a menor pretensão de que aproxime algum significado num universo de complicações, como o nosso, no entanto, venho divulgando o trabalho desta revista com seriedade... e para pessoas que buscam na leitura um espécie de "vir a ser", um amanhã, por uma mente e espírito melhores. Mantenham a qualidade acesa, com humor sim, mas que provoque suspiros do aprender e do descobrir.
Nei Rafael Filho, Porto Alegre (RS)
BA X FIDELID DE
C ssi no Elek M ch do quebrou tudo escrevendo sobre mp3. Um retr to fiel dest re lid de tecnológic que sequer preenche nossos ouvidos de m neir corret . E se ess revist public sse seus textos excluindo um d s vog is?
C rlos Bozzo Junior, S~o P ulo (SP)
CONFISSÃO
Larguei a minha tese de conclusão de curso (bagaço de uma graduação) para entregar-me às safadezas da piauí. Degustada com o prazer de um pré-adolescente que descobre uma revista pornográfica de quinta categoria, deliciei-me.
Gica Trierweiler, Blumenau (SC)
PAULO EMILIO
Em relação ao trecho ficcional de Paulo Emilio Salles Gomes publicado no número de março faço uma retificação. Fui informado, em 1993, por Décio de Almeida Prado, amigo desde a adolescência de Paulo Emilio, sobre a existência de uma novela inédita intitulada “Rapsódia”. Décio a teria lido e aconselhado a não edição, já que muitas das pessoas citadas ainda estavam vivas. Como não existem duas ficções inéditas, é forçoso reconhecer que “Cemitério” é o novo nome atribuído à obra esboçada e, infelizmente, inacabada, de Paulo Emilio.
José Inácio de Melo e Souza, São Paulo (SP)
MUITO ANGU PELA FRENTE
Fui um dos 195 participantes do concurso literário, mas não levei o prêmio. Fiquei triste, obviamente, pois eu estava crente que estava abafando. Mas a frustração diminuiu um pouco quando li o texto do vencedor, que de fato, é uma pequena obra-prima. De uma inteligência delicada e senso de humor sutil, o texto nos esbofeteia com lenços de seda. Vi que ainda tenho que comer muito angu pra poder, sequer, pensar em pisar a mesma calçada em que transita, digamos, um Kurt Vonnegut ou um Ephraim Kishon. Mas… Eis que um leitor percebe que o texto vencedor é na verdade, hã… excessivamente inspirado em outro texto, de um
autor morto em 1991. É claro que a revista agiu de boa-fé, mas quando perceberam a incômoda semelhança, o texto já estava impresso e perdurado eternidade afora na língua portuguesa. Agora conheço a fórmula para ter um texto premiado: basta que eu pegue um ensaio do Umberto Eco, troque todas as ocorrências da palavra Ecmnésia por Rapadura, assine e estamos conversados.
Hemeterio, Fortaleza (CE)
NÃO SOU PROFESSOR
Não há idéia inteligente que já não tenha sido pensada. O que temos de tentar é pensá-la de novo. A meu ver, foi o que fez o vencedor Parreira, cuja narrativa, desenvolvida com sofisticado senso de humor, termina com inesperada e encantadora ironia. Não sou professor de literatura, alíás não sou professor de coisa alguma, muito menos crítico literário, pergunto: afinal, o que sobra da comparação feita entre o conto do sr. Parreira e o de Murilo Rubião? A meu ver, além da vantagem de o conto de Rubião conter mais caracteres (e espaços), sobra o esqueleto da história de uma mulher que pede presentes a seu homem. E daí? No mais, é cada autor por si e os leitores por todos.
W. Surtan, Niterói (RJ)
COVARDE, IGNORANTE, ABUSIVO
Gostaria de protestar contra a matéria Vidas Literárias: Carl Gustav Jung, por Edward Sorel. Ela é preconceituosa, covarde, ignorante e abusiva.
Nicolau Ginefra, Rio de Janeiro (RJ)
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